Miguel Simões | violino
Toby Hoffman | viola de arco
Gary Hoffman | violoncelo
Chloe Mun | piano
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PROGRAMA
A. Dvořák
Quarteto com Piano n.º 2 em Mi bemol maior, Op. 87
J. Brahms
Quarteto com Piano n.º 1 em Sol menor, Op. 25
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LINHAGENS DO ROMANTISMO
Brahms, Dvořák e a Expansão do Quarteto com Piano
A consolidação do quarteto com piano na segunda metade do século XIX reflete a procura por uma sonoridade de câmara capaz de rivalizar com a densidade e amplitude das dinâmicas de orquestra. Este programa reúne duas obras fundamentais deste género, unidas não só pela mestria da escrita, como pela relação de afinidade estética entre Johannes Brahms e Antonín Dvořák.
Composto em 1889, no auge da maturidade do compositor, o Quarteto com Piano n.º 2 em Mi bemol maior, Op. 87 de Dvořák demonstra o equilíbrio entre a disciplina formal da tradição germânica e a integração de elementos modais e ritmícos da música tradicional boémia. O uso expressivo do violoncelo no andamento lento e a vivacidade do Scherzo revelam a plena afirmação do seu idioma.
Por sua vez, o Quarteto com Piano n.º 1 em Sol menor, Op. 25 de Brahms (concluído em 1861) respresenta um marco no desenvolvimento da técnica de elaboração motívico-temática. Do rigor estrutural do primeiro andamento ao célebre Rondo alla Zingarese final, onde Brahms utiliza elementos da música cigana húngara, a obra exige um virtuosismo técnico e uma coesão camerística notáveis.