O Diretor artístico
Natural de Braga, Miguel Simões é um dos violinistas mais versáteis e dinâmicos da sua geração, distinguindo-se tanto na performance solística e camerística como na direção artística e investigação académica.
O seu percurso internacional teve um marco decisivo aos 15 anos, com a admissão no Young Music Department da Universidade de Utrecht (Países Baixos), na classe de Joyce Tan, trabalhando em simultâneo com o prestigiado violinista Ilya Grubert. A sua formação superior consolidou-se no Conservatório Superior de Música de Amesterdão, onde concluiu a Licenciatura e o Mestrado em Performance sob a orientação de Ilya Grubert. Durante este período, obteve o 1.º Prémio de Violino no Concurso Prémio Jovens Músicos (RDP). Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre os anos de 2002 e 2008.
Como solista e músico de câmara, apresenta-se regularmente em concerto em Portugal, Espanha, Itália, França, Áustria e Países Baixos partilhando o palco com alguns dos principais artistas da atualidade, incluindo Pinchas Zukerman, Gary Hoffman, Toby Hoffman, Ilya Grubert, Kyril Zlotnikov, Amanda Forsyth, Liza Ferschtman, Miguel da Silva, Natalia Tchitch, Simone Gramaglia, Marta Zabaleta, António Rosado, Jiyeong Mun, entre outros.
O seu compromisso com a criação contemporânea levou-o a realizar, em Roma, a estreia mundial de três obras do compositor Joaquim Santos, escritas e dedicadas a si.
Foi violinista da Orquestra Gulbenkian entre 2015 e 2025, onde teve oportunidade de colaborar com os maestros Lawrence Foster, Lorenzo Viotti, Hannu Lintu, Muhai Tang, Esa-Pekka Salonen, Ton Koopman, Giancarlo Guerrero e partilhado o palco com artistas como Maria João Pires, Martha Argerich, Daniil Trifonov, Wuja Wang, Maxim Vengerov, entre muitos outros.
Paralelamente à sua intensa atividade artística, Miguel Simões desenvolve diversos projetos de criação e programação artística. É fundador e diretor artístico do Com.Cordas Ensemble e do Festival Música de Câmara Braga, iniciativas dedicadas à promoção da música de câmara e ao encontro entre artistas de diferentes gerações e proveniências artísticas.
É regularmente convidado para orientar masterclasses e integrar júris de concursos. A sua atividade pedagógica tem-se refletido no sucesso de vários dos seus alunos, premiados em concursos nacionais e internacionais.
No plano académico, é Professor Convidado na Universidade do Minho e investigador do Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM) - Grupo de Investigação em Artes (GIArtes), onde desenvolve o seu Doutoramento em Ciências da Cultura sobre o compositor e musicógrafo Álvaro Carneiro (1909-1986), actualmente a aguardar provas públicas de defesa.
A sua visão holística da música reflete-se ainda na sua formação em Neurociências da Música - Pós-Graduado pela Universidade Católica Portuguesa em 2023, e no Mestrado em Gestão e Negócios (MBA) na Universidade do Minho.
Miguel Simões apresenta-se em concerto num violino Pierre Hell, instrumento que pertenceu ao icónico compositor George Enescu, e utiliza um arco Charles Espey.