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A edição de 2025 voltou a afirmar a identidade deste ciclo: rigor na escolha dos intérpretes, ambição na programação e um olhar atento para o que de mais significativo se faz no universo da música de câmara.
Destaca-se, entre outros momentos marcantes, o regresso de grandes nomes da cena internacional como Gary Hoffman e Pinchas Zukerman, cuja presença renovou o compromisso do ciclo com os mais elevados padrões de interpretação.
O programa de 2025 foi marcado por uma notável diversidade estética e formal: grandes obras do repertório clássico e romântico (Mozart, Beethoven, Brahms, Dvořák, Mendelssohn) cruzaram-se com criações do século XX (Shostakovich, Arensky, Schnittke), bem como com compositores portugueses contemporâneos como Paulo Bastos e Anne Vitorino d’Almeida.
A pluralidade de formações — quinteto de sopros, trios, quartetos com piano, ensembles de cordas, agrupamentos vocais, entre outros — traduziu a vitalidade da música de câmara como espaço experimental e partilhado. A presença de estruturas como a Camerata de Cordas da Universidade do Minho, o Coro Gulbenkian e a colaboração com o Algarve Music Series refletiram também o compromisso do ciclo com a formação e a cooperação institucional.