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NO FONDO DO MAR

  • Basílica dos Congregados 98 Avenida Central Braga, Braga, 4710-229 Portugal (mapa)

Ana Vieira Leite | Soprano
Quito Gato | Tiorba / Guitarra
Hugo Paiva | Violoncelo

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PROGRAMA

O fondo do mar tan chao - Cantiga de Santa Maria
Canção Perdida - António Fragoso (1897-1918)/ Guerra Junqueiro
Minuet I & II - Carlos Seixas (1704-1742)
Estas lágrimas sentidas - Joaquim Manoel da Câmara (1780-1840)
Azulão - Jayme Ovalle (1894-1955)/ Manuel Bandeira

Ai ondas que eu vim ver - Cantiga de Amigo - Martin Codax
Meis olhos van per lo mare - Cancioneiro do Palácio
Levayme amor d’aquesta terra - Cancioneiro do Palácio - Luis de Milan (1500-1561?)
Veleiros - Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
A fala da Paixão - Egberto Gismonti (1947)
Uirapuru - Waldemar Henrique (1995-1995)

Pásame por Dios barquero - Cancioneiro de Elvas - Pedro de Escobar (1465-1535)
É doce morrer no mar - Dorival Cayimmi(1914-2008) / Jorge Amado
Os mares minha bela - Marcos de Portugal (1762 -1830)/ Tomás Antonio Gonzaga
Nasce um anjo - André Mehmari (1977)
Bachianas Brasileiras no5 - Cantilena - Aria - Hector Villa Lobos (1887 -1959)
Barco Negro - Caco Velho (1920- 1971)/ David Mourão Ferreira

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No Fondo do Mar é um concerto que celebra a língua portuguesa e o mar como elo entre culturas.

A soprano Ana Vieira Leite é acompanhada por Quito Gato, nas guitarras, e por Hugo Paiva, violoncelista, numa viagem musical através de diferentes épocas e regiões.

O programa acompanha a evolução da língua portuguesa, desde as suas raízes comuns com o castelhano antigo até às formas musicais do Brasil. Entre música erudita e popular, esta travessia evoca as trocas, os encontros e as memórias moldadas pelo mar.

Este recital evoca o mar como caminho de encontros, saudade e transformação — um elo essencial na cultura lusófona. O programa desenrola-se como uma viagem no tempo, com raízes na Idade Média, desenvolvendo-se plenamente no período barroco e prolongando-se até à era moderna.

Através de épocas e continentes, propõe uma travessia entre música erudita e tradições populares, ligando as cantigas de amigo medievais a obras de compositores portugueses como Francisco de Lacerda e António Fragoso, bem como de compositores brasileiros como Jayme Ovalle e Heitor Villa-Lobos, ao lado do fado, das modinhas e de outras expressões tradicionais. Uma viagem musical em que ressoam tanto a evolução da língua portuguesa como a riqueza das suas paisagens sonoras, num diálogo constante entre herança e transformação.

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